20/junho/2005

Produtores realizam protesto em Brasília

Entidades pretendem reunir 15 mil pessoas – com representantes da região – na manifestação que busca incentivo ao campo
 

Produtores rurais, lideranças e federações da agricultura e da pecuária do Brasil estarão reunidos em manifestação nos dias 28, 29 e 30 para o “Tratoraço – O Alerta do Campo”, em Brasília. A ação será promovida por entidades ruralistas e pela União Democrática Ruralista (UDR), que compõe o Rural Brasil, em parceria com a Confederação da Agricultura e da Pecuária do Brasil (CNA).

Agricultores e pecuaristas da região de Presidente Prudente também estarão integrados ao ato. Caravanas sairão da cidade no dia 27 com destino a Brasília.

Luiz Antônio Nabhan Garcia
Presidente Nacional da UDR

Cerca de 15 mil manifestantes percorrerão com tratores e máquinas agrícolas as ruas da área central de Brasília e se concentrarão em frente à Esplanada dos Ministérios. No dia 29, as lideranças ruralistas terão uma audiência com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente da UDR, Luiz Antônio Nabhan Garcia, destaca que a mobilização tem os intuitos de mostrar e esclarecer a sociedade e o governo federal sobre a situação “dramática” em que vive o produtor rural. ”O produtor rural passa por um momento sério, sem condições de preparar a próxima safra”, afirma.

Segundo Nabhan, os produtores enfrentam o custo elevado de produção, a desvalorização do dólar e o comprometimento com a comercialização e problemas climáticos que resultaram na “quebra” de produtividade. ”Os insumos, fertilizantes e máquinas agrícolas subiram quase 100% nos últimos dois anos e com a desvalorização do dólar perdemos na comercialização para a concorrência. Estes são fatores que fizeram explodir o produtor”, frisa.

Conforme o presidente da UDR, a categoria reivindicará um plano emergencial para o setor, políticas agrícolas de segurança e linha de crédito especial para o produtor. “Precisamos cobrir o prejuízo da última safra. Não queremos mais oscilações e, sim, garantias. A agricultura no Brasil não pode ser um jogo”.
Para Nabhan, é preciso valorizar o setor que possui uma “expressividade” na economia. “O setor é responsável por um terço da economia e 40% da geração de emprego no País. O governo não pode continuar de braços cruzados. Por isso, esperamos uma conscientização para atender às nossas necessidades”, conclui.

Fonte: Jornal O Imparcial
 
 
 
 
 
 

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