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Produtores
rurais, lideranças e federações
da agricultura e da pecuária do Brasil estarão
reunidos em manifestação nos dias
28, 29 e 30 para o Tratoraço
O Alerta do Campo, em Brasília. A ação
será promovida por entidades ruralistas e
pela União Democrática Ruralista (UDR),
que compõe o Rural Brasil, em parceria com
a Confederação da Agricultura e da
Pecuária do Brasil (CNA).
Agricultores
e pecuaristas da região de Presidente Prudente
também estarão integrados ao ato.
Caravanas sairão da cidade no dia 27 com
destino a Brasília.
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Cerca
de 15 mil manifestantes percorrerão com tratores
e máquinas agrícolas as ruas da área
central de Brasília e se concentrarão
em frente à Esplanada dos Ministérios.
No dia 29, as lideranças ruralistas terão
uma audiência com o presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva.
O
presidente da UDR, Luiz Antônio Nabhan Garcia,
destaca que a mobilização tem os intuitos
de mostrar e esclarecer a sociedade e o governo
federal sobre a situação dramática
em que vive o produtor rural. O produtor rural
passa por um momento sério, sem condições
de preparar a próxima safra, afirma.
Segundo
Nabhan, os produtores enfrentam o custo elevado
de produção, a desvalorização
do dólar e o comprometimento com a comercialização
e problemas climáticos que resultaram na
quebra de produtividade. Os insumos,
fertilizantes e máquinas agrícolas
subiram quase 100% nos últimos dois anos
e com a desvalorização do dólar
perdemos na comercialização para a
concorrência. Estes são fatores que
fizeram explodir o produtor, frisa.
Conforme
o presidente da UDR, a categoria reivindicará
um plano emergencial para o setor, políticas
agrícolas de segurança e linha de
crédito especial para o produtor. Precisamos
cobrir o prejuízo da última safra.
Não queremos mais oscilações
e, sim, garantias. A agricultura no Brasil não
pode ser um jogo.
Para Nabhan, é preciso valorizar o setor
que possui uma expressividade na economia.
O setor é responsável por um
terço da economia e 40% da geração
de emprego no País. O governo não
pode continuar de braços cruzados. Por isso,
esperamos uma conscientização para
atender às nossas necessidades, conclui.
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