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Apesar
de reconhecer os méritos do movimento dos
produtores rurais, o presidente nacional da União
Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antônio
Nabhan, reclamou que a Confederação
da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
deixou de abordar o problema da falta de tranqüilidade
e de segurança no campo.
"No
Pontal do Parapamena, foram 11 invasões apenas
na última semana e a propriedade privada
está sendo ameaçada permanentemente",
disse. " Lula, que recebe os integrantes do
Movimento dos Sem-Terra com freqüência,
precisa ouvir que as invasões também
atrapalham a produção."
Nabhan
acabou sendo barrado nos dois encontros que Lula
teve com as lideranças dos produtores rurais.
Ele tentou articular sua participação,
mas ficou fora das negociações. "As
lideranças rurais restringiram a participação
aos sindicatos e federações",
reclamou.
Na
opinião do presidente da UDR, o movimento
atual teve o mérito de apontar os graves
problemas econômicos e a falta de crédito
no mercado. Mas as questões políticas
foram deixadas de lados. "Era preciso colocar
o problema dos transgênicos e da ofensiva
do governo contra o trabalho escravo. O governo
não separa o joio do trigo e trata todos
produtores como bandidos."
Participaram
do encontro as lideranças da CNA e das federações
estaduais filiadas à Confederação.
Homero Pereira, organizador do Tratoraço,
disse que esses temas não foram tratados
para que a pauta não ficasse muito dispersa.
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