30/junho/2005
 
Bruno Paes Manso

Apesar de reconhecer os méritos do movimento dos produtores rurais, o presidente nacional da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antônio Nabhan, reclamou que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) deixou de abordar o problema da falta de tranqüilidade e de segurança no campo.

"No Pontal do Parapamena, foram 11 invasões apenas na última semana e a propriedade privada está sendo ameaçada permanentemente", disse. " Lula, que recebe os integrantes do Movimento dos Sem-Terra com freqüência, precisa ouvir que as invasões também atrapalham a produção."

Nabhan acabou sendo barrado nos dois encontros que Lula teve com as lideranças dos produtores rurais. Ele tentou articular sua participação, mas ficou fora das negociações. "As lideranças rurais restringiram a participação aos sindicatos e federações", reclamou.

Na opinião do presidente da UDR, o movimento atual teve o mérito de apontar os graves problemas econômicos e a falta de crédito no mercado. Mas as questões políticas foram deixadas de lados. "Era preciso colocar o problema dos transgênicos e da ofensiva do governo contra o trabalho escravo. O governo não separa o joio do trigo e trata todos produtores como bandidos."

Participaram do encontro as lideranças da CNA e das federações estaduais filiadas à Confederação. Homero Pereira, organizador do Tratoraço, disse que esses temas não foram tratados para que a pauta não ficasse muito dispersa.



 
Fonte: Agência Estado
 
 
 
 

 

 

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