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Brasília,
1º - O presidente da Comissão de Agricultura
da Câmara dos deputados, Ronaldo Caiado (PFL-GO),
afirmou que a bancada ruralista continuará
negociando com o governo federal medidas adicionais
de apoio ao setor agropecuário. As negociações
devem ser retomadas na próxima semana. "Vamos
exigir uma resposta do governo. Os produtores saíram
de Brasília sem nada de concreto", afirmou.
Essa também é a posição
do deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS). "Os
produtores foram embora de Brasília só
com promessas", disse Perondi.
Cerca
de 20 mil produtores de todo o País, segundo
os organizadores do tratoraço, fizeram uma
manifestação em Brasília nesta
semana para alertar o governo e a sociedade sobre
a crise pela qual passa o setor. Durante o ato, o
governo comprometeu-se a liberar R$ 3 bilhões
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES) para que os produtores possam quitar
débitos com os fornecedores de insumos. Os
produtores pediram também a renegociação
de suas dívidas e o reajuste do preço
mínimo do arroz. Esse valor, hoje em R$ 22
por saca de 50 quilos, serve de base para as medidas
de apoio à comercialização. O
governo aceitou elevar o valor para R$ 23, mas os
produtores querem R$ 24.
Perondi
lembrou que o câmbio prejudica a atividade agrícola.
Quando os produtores cultivaram a safra atual, 2004/05,
o dólar estava cotado a R$ 3,20. Hoje, no período
de colheita, a cotação está em
torno dos R$ 2,40. Os agricultores também reclamam
da quebra de safra, do aumento dos custos de produção
e do recuo dos preços internacionais dos principais
produtos agrícolas.
O
parlamentar gaúcho também criticou o
plano de safra para 2005/06, anunciado na semana passada.
No total, serão oferecidos R$ 44,35 bilhões
para os agricultores, que começam a cultivar
a nova safra em meados de setembro. "O problema
é que a maioria dos produtores não pode
obter esses recursos por conta da inadimplência.
Sem renegociação das dívidas,
esse plano de safra é inócuo",
reclamou Perondi.
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