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A bancada do agronegócio continua firme
em seu propósito de pressionar o Planalto
a atender os pleitos do setor que não
foram contemplados durante a semana do tratoraço
em Brasília. A Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO), que tornou-se a moeda de troca nas
negociações entre os líderes
partidários no Congresso, entra em
sua terceira semana de votação
frustrada.
"Continuaremos
com a obstrução até que
o governo se sensibilize e anuncie as medidas
necessárias para amenizar a crise pela
qual passa a agropecuária brasileira",
afirmou o deputado federal Luis Carlos Heinze
(PP-RS).
A
apreciação da LDO foi adiada
nesta quarta-feira, 13, pela sexta vez
consecutiva. Na terça-feira passada,
05, uma articulação do deputado
Heinze com o apoio da Comissão de Agricultura
transferiu a votação para o
dia seguinte. Na quarta, bem que o governo
tentou. Por três vezes os líderes
do setor rural derrubaram a manobra do Planalto.
O governo recuou e prorrogou a apreciação
da matéria por uma semana, afirmando
que buscaria um acordo com os representantes
dos produtores rurais. "Mais uma vez
ficou na promessa. Sem entedimento, não
há votação", resume
Heinze.
A LDO deve entrar na pauta do Congresso Nacional
no próximo dia 20.
Porém,
o deputado faz um alerta: "Só
será aprovada caso o governo anuncie
o pacote de ajuda prometido aos agricultores
durante o tratoraço".
Confira
os ítens que estão sendo cobrados
pela bancada do agronegócio:
01
- Prorrogação dos Custeios e
Investimentos da safra 2004/2005: Prorrogação
das parcelas de custeio e de investimentos
das culturas de arroz, soja, milho, algodão
e trigo dos agricultores cujas propriedades
estejam localizadas nas regiões que
tiveram reconhecida dificuldade de comercialização,
em virtude dos baixos preços praticados,
ou em decorrência de problemas climáticos.
02
- Securitização, Pesa e Recoop
- Parcelas de 2005: Aprovar emenda de autoria
do deputado federal Luis Carlos Heinze à
MP 252, que autoriza a prorrogação
das parcelas da Securitização,
PESA e Recoop de 2005.
03
- Execuções Dívida Ativa
da União: Suspensão das execuções
das dívidas do crédito rural
até que o novo projeto de lei que prevê
a renegociação débitos
seja analisado pela Câmara dos Deputados.
04
- Dívidas com fornecedores - Recursos
do BNDES:Liberação imediata
da linha de crédito idealizada pelo
deputado Luis Carlos Heinze, com o apoio da
Comissão de Agricultura da Câmara
dos Deputados, da Farsul e da CNA, no valor
de R$ 3 bilhões com recursos do BNDES.
05
- Abertura de navegação de cabotagem:
Edição de uma Resolução
ANTAQ - Agência Nacional de Transportes
Aquaviários - que permita o fretamento
de navios de bandeiras estrangeiras para o
transporte entre portos brasileiros. A medida
quebrará o monopólio e, conseqüentemente,
reduzirá o frete, incentivando a produção
nacional.
06
- Dívidas velhas: Criação
de um Grupo de Trabalho - GT - envolvendo
membros da Comissão de Agricultura,
CNA, OCB e Ministérios da Agricultura
e da Fazenda para avaliar e propor medidas,
em 30 dias, para a renegociação
de R$ 12,6 bilhões em débitos
atrasados do Funcafé, Procera, Cacau,
Prodecer, Recoop, Pronaf, FCO, FNE, FNO, Securitização
e Pesa.
07
- Liberação de garantias: Reavaliação
dos bens e títulos oferecidos como
garantias das dívidas e liberação
dos excedentes.
08
- Importação de agroquímicos:
Cumprir o acordo do Mercosul que possibilita
a importação de agroquímicos.
09
- Drawback agropecuário (importação
de matéria-prima para reexportação
de produto com maior valor agregado): Isenção
da cobrança do Adicional de Frete para
Renovação da Marinha Mercante
(AFRMM), que é de 25% sobre o valor
do transporte para todos os produtos destinados
à exportação, mediante
a importação de fertilizantes,
agroquímicos, máquinas e implementos
utilizados na produção agropecuária.
10
- Seguro Agrícola: Alocação
de recursos para a subvenção
de 1/3 do prêmio do seguro agrícola
- Lei 10.823/03.
11
- Elevação dos limites de crédito:
Aumentar em até 15% os limites para
custeio e comercialização.
12
- BNDES Automático: A exemplo do já
ocorrido com o Moderfrota e Finame Agrícola
Especial, os produtores cobram a prorrogação
dessa linha de crédito.
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