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O
presidente da União Democrática RURALISTA
(UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, vai cobrar do
líder nacional do Movimento dos Sem-Terra
(MST), João Pedro Stédile, os prejuízos
com a invasão de sua fazenda, na última
segunda-feira, por 300 militantes.
Segundo
Nabhan, os sem-terra já destruíram
cercas e pastagens, cortaram árvores e atearam
fogo em 9 pilhas de madeira que seriam usadas na
propriedade.
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PAULO
PINTO/AE
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| ACUSAÇÃO
-Segundo Nabhan, sem-terra já destruíram
cercas, árvores e pastagens na Fazenda
Ipezal |
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A
Fazenda Ipezal, no Pontal do Paranapanema, tem 366
hectares e abriga mais de 600 cabeças de
gado, segundo o proprietário. Ele instruiu
seu advogado para entrar na Justiça com ação
de indenização contra
Stédile, por ser o representante dos sem-terra.
"Ele assumiu essa condição perante
a CPI da Terra." Além disso, segundo
Nabhan, foi Stédile quem convocou os sem-terra
para a jornada de invasões. A ação
será protocolada tão logo seja possível
calcular o total dos prejuízos, após
a desocupação.
A
Justiça já concedeu a liminar de despejo,
mas deu prazo até amanhã para a desocupação
pacífica. Se a ordem não for cumprida,
a Polícia Militar fará o despejo forçado.
Segundo Nabhan, as polícias civil e militar
da região não conseguiram identificar
os responsáveis pela invasão. "Parece
que estamos lidando com fantasmas, pois ninguém
ali tem nome." Segundo Nabhan, vários
veículos que estão no interior do
acampamento tiveram as placas cobertas com plástico
escuro. "A polícia não entrou
para averiguar."
A
dirigente estadual do MST, Maria Aparecida Gonçalves,
assumiu a coordenação do acampamento.
"O MST é um movimento social e tem várias
instâncias de comando", disse. Ela negou
ter ocorrido danos na fazenda e acusou empregados
de Nabhan de ameaçarem os sem-terra. Nabhan
negou.
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