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União Democrática Ruralista (UDR) vai entrar com uma representação
no Ministério Público Federal contra o principal líder dos
Movimento dos Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile. De acordo com
o presidente da entidade ruralista, Luiz Antonio Nabhan Garcia, a onda de ações
desencadeada nesta semana pelos sem-terra, com invasões de terras e depredações,
não pode ficar impune. "Quem
paga por tantos atos ilícitos? Quem paga pela barbárie ocorrida
no campo de experimentação da Aracruz, em Porto Alegre?", indagou
o líder ruralista. "Uma vez que o Stédile se apresentou na
CPI da Terra como 'coordenador nacional' do MST, decidimos processá-lo.
Na nossa opinião, ele é o inspirador e o grande responsável
por tudo que aconteceu nesses dias." No
material que os advogados da UDR estão coletando para fundamentar a representação,
deverão incluir as declarações de Stédile na CPI,
quando ele teria se apresentado como coordenador do movimento. "Ele se diz
o grande líder nacional e inspirador das massas", reforçou.
Para Nabhan,
as ações ocorridas no Rio Grande do Sul e em outros Estados não
constituem atos isolados. "Existe uma ação nacional coordenada,
sob o comando do Stédile", enfatizou. "Essas ações
não são características de um movimento social, como eles
querem se apresentar, mas sim de um movimento político bem definido. O
Stédile não coordena um movimento pela reforma agrária. Ele
chefia uma quadrilha." O
presidente da UDR disse que tomou a decisão de encaminhar a representação
ao Ministério Público após ter recebido uma enorme quantidade
de e-mails e telefonemas com manifestações de indignação
pelo ocorrido em Porto Alegre. "Há um sentimento generalizado de revolta."
A idéia
de focar a representação no líder dos sem-terra deve-se ao
fato de o MST não possuir personalidade jurídica, não podendo,
portanto, ser processado. "Do jeito que as coisas estão, esse senhor,
o Stédile, dá sempre a impressão de estar acima de tudo,
até acima das leis, com um eterno ar de prepotência." |