O
presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antônio
Nabhan Garcia, entrou ontem com representação requerendo o enquadramento
penal do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) Aparecido
Maia, no Ministério Público Estadual (MPE), na Comarca de Pirapozinho.
De
acordo com Nabhan, algumas afirmações feitas por Maia em uma entrevista
coletiva ontem o motivaram a entrar com a representação. "Ele
é um réu | |
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confesso, pois veio a público dizer que cometerá crimes". Os
crimes aos quais Nabhan se refere, segundo ele, são esbulho (invasão)
possessório, dano, formação de bando, apologia ao crime,
incêndio, furto e roubo. Com
relação às afirmações feitas por Maia, o presidente
da UDR diz que está justamente nesse ponto a principal justificativa de
sua indignação. "Como pode uma organização dizer
que entrará em guerra contra o agronegócio? É o mesmo que
dizer que entrará em guerra contra a vida, contra a Nação". Segundo
Nabhan, o agronegócio corresponde a 42% da balança comercial brasileira,
a um terço do produto interno bruto e a 40% da geração de
empregos. A representação
foi protocolada ontem e o promotor da Comarca de Pirapozinho, Landolvo Andrade
de Souza, de acordo com o presidente da UDR, pode, conforme a convicção
dele, instaurar inquérito e pedir o enquadramento de Cido Maia. A
reportagem de O Imparcial tentou entrar em contato com Aparecido Maia, através
de seu telefone celular, para comentar a invasão e repercutir seus comentários,
além da denúncia da UDR levada ao MPE. Entretanto, o contato não
foi possível. |