| na
região de Presidente Prudente. A denúncia foi feita pelo presidente
da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia,
num encontro fechado de produtores rurais com a secretária, ao qual o Estado
teve acesso. O
diretor-executivo do Itesp, Jonas Villas Boas, que estava na reunião, confirmou
a ação de terceiros nas negociações, mas com procuração
passada pelos fazendeiros. A secretária reagiu à denúncia:
"Isso é corrupção." O encontro ocorreu no auditório
da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Presidente Prudente, no Pontal. A
secretária, que de manhã se reunira com líderes do Movimento
dos Sem-Terra (MST) em Teodoro Sampaio, na tentativa de acelerar a reforma agrária
na região, quis ouvir ruralistas também. Além da UDR, estavam
presentes diretores dos sindicatos rurais de Presidente Prudente e Presidente
Venceslau. Eles reclamavam de falhas na aplicação da lei estadual
que legitima propriedades com até 500 hectares na região, quando
Nabhan pediu a palavra. "Estão aqui alguns proprietários que
foram procurados por pessoas que não são funcionárias do
Incra ou do Itesp e se oferecem para viabilizar a negociação em
troca de uma comissão." O
valor pedido, segundo ele, é de 5% do valor obtido pelo imóvel.
"Essas pessoas alegam ter facilidade de acesso ao governo e até condições
de conseguir um preço melhor." Nabhan não revelou nomes e disse
não saber se os intermediários têm de fato ligação
com o Incra ou o Itesp. "Podem ser espertalhões aproveitando-se da
situação." O
governo, segundo o Itesp, está negociando a aquisição de
30 mil hectares na região. Na maior parte, deve pagar apenas pelas benfeitorias,
pois alega que são terras devolutas. Mas há também áreas
particulares, adquiridas mediante desapropriação amigável
ou judicial. O
órgão estadual avalia as terras e negocia com os proprietários
e o Incra repassa a verba. Em pelo menos dois casos - as compras das Fazendas
Aprumado, em Rancharia, e Santa Luzia, em Mirante do Paranapanema, houve denúncia
de superfaturamento, que o Itesp nega. Até sábado, o saldo à
disposição do instituto para novas compras era de R$ 28 milhões.
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