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Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra)
declara que o nível de produtividade está ultrapassado e que o órgão
está cumprindo sua função. O governo federal anunciou no
último dia 3, a destinação de R$ 28 milhões para a
reforma agrária na região do Pontal.
Nabhan
afirma que quando ocorre uma desapropriação de terra de forma considerada
injusta pelo proprietário, ele deve recorrer ao STJ e ao STF,
e por isso, ele foi esclarecer aos ministros o fato de que nos próximos
meses, a Justiça deve receber recursos contestando as desapropriações
feitas pelo governo. Isso vai ocorrer porque há um motivo de força
maior que está impedindo os produtores de alcançar a produtividade
mínima que é a falta de políticas públicas de incentivo
à agricultura por parte do governo federal. E nesses casos a legislação
garante a não-desapropriação. Para
o ruralista, o produtor rural passa pela pior crise dos últimos anos. Como
ele vai conseguir a produtividade exigida por lei se ele está descapitalizado
e não consegue plantar?, indaga. Nabhan
ainda declara que as vistorias por parte do Incra às propriedades estão
se intensificando neste ano, por se tratar de ano eleitoral. As vistorias
estão aumentando e a UDR está recebendo muitas reclamações
por parte de produtores, porque não se sabe o que pode acontecer amanhã. Função
O Incra argumentou, através de sua Assessoria de Imprensa, que a
função do instituto é realizar a reforma agrária,
e uma das maneiras pela qual isso é feito se dá através da
desapropriação de terra. Segundo o órgão, a Constituição
prevê que todo agricultor deve cumprir uma produtividade e provar a função
social do uso da terra. Cabe a eles fiscalizar essa ocorrência ou
não. A
assessoria declarou também que as metas de produtividade estão ultrapassadas
e vigentes desde 1975. Para o Incra, é praticamente impossível que
qualquer propriedade séria não consiga obter a marca.
A produção mínima depende da região em que a propriedade
esteja localizada e do tipo de cultivo produzido. Com
relação à acusação de Nabhan de que o Incra
estaria intensificando as vistorias por ser este ano eleitoral, a assessoria explica
que a reforma agrária é prioridade do governo federal desde o início
e que não há fatos que indiquem o aumento das ações. |