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Movimento dos Sem-Terra (MST) promoveu ontem de manhã bloqueios de oito
trechos de sete rodovias em Pernambuco. O MST também realizou manifestação
na frente do fórum do município de Ibimirim e panfletagem em Ouricuri,
no sertão. As ações abrangeram todas as regiões do
Estado e, segundo o movimento, envolveram 2 mil pessoas, dentro da Jornada Nacional
pela Reforma Agrária. O
MST protestou contra o que considera 'tentativa de criminalização'
do movimento pelo Judiciário estadual. 'Há uma clara perseguição
aos movimentos sociais no Estado, mas não nos intimidaremos', disse o dirigente
Joba Alves. O movimento cobra a punição dos responsáveis
pelo assassinato dos líderes Josias Barros e Samuel Matias, ocorrido em
20 de agosto, e repudia a nova ordem de prisão preventiva do Tribunal de
Justiça (TJ) contra seu principal líder no Estado, Jaime Amorim. Por
ter liderado um protesto no Recife, no fim do ano, Amorim teve prisão decretada
pelo TJ. Ele passou uma semana preso e foi liberado por habeas-corpus concedido
pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na segunda-feira, os advogados
do MST protocolaram outro pedido de habeas-corpus no STJ, contra a nova decretação
de prisão preventiva. Segundo a direção estadual do movimento,
ele se encontra em Roraima, onde ajuda a organizar os sem-terra. Os
bloqueios duraram até três horas. Na BR-104, entre Caruaru e Toritama,
no agreste, a Polícia Rodoviária Federal calculou 2 quilômetros
de congestionamento. Um caminhão-pipa que estava na fila do trecho interditado
foi acionado pela Polícia Rodoviária para apagar o fogo de pneus
e galhos queimados pelos sem-terra para impedir o trânsito no local. No
fim da manhã todas as rodovias estavam liberadas. Foram bloqueados trechos
na BR-408 entre São Lourenço e Paudalho; dois pontos da BR-101,
em Escada e em Gameleira (na zona da mata); na BR-423, em Garanhuns, no agreste;
na BR-316, em Itaíba; na BR-122, entre Ouricuri e Petrolina, e na PE-270,
em Buíque, no sertão. |