20/setembro/2006
Rigotto promete pressa ao MST
Governador diz que vai agilizar ritmo da reforma agrária
 
Elder Ogliari
 

Cerca de 300 integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) fizeram ontem uma passeata pelas ruas centrais de Porto Alegre. Eles foram até o Palácio Piratini para pedir agilidade do governo estadual na execução dos programas de reforma agrária e liberação de verbas para a manutenção das escolas itinerantes que a organização mantém nos acampamentos. Uma comissão dos sem-terra foi recebida pelo governador Germano Rigotto (PMDB) e deixou a reunião com duas promessas.

Uma delas indica que a tentativa de acordo judicial para a aquisição da Fazenda Palermo, em São Borja, será acelerada. A outra prevê para os próximos dias o reinício dos repasses de dinheiro para pagamento de professores que dão aulas sob as barracas dos acampamentos espalhados à beira de estradas no interior do Estado. Segundo o MST, os pagamentos estão atrasados há quase seis meses.

Após o encontro com o governador, os sem-terra decidiram encerrar a manifestação e voltaram para o acampamento de onde haviam saído, no pátio do prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), também no centro de Porto Alegre. Os sem-terra mantêm a área sob ocupação desde terça-feira da semana passada.

No fim da tarde, em outra reunião, representantes do movimento foram recebidos pelo presidente do Incra, Rolf Hackbart. E também saíram com promessas.

Hackbart informou que 12 processos de desapropriação de fazendas no Rio Grande do Sul devem ser iniciados em 45 dias. No conjunto, elas teriam capacidade para assentar 715 famílias de sem-terra.

Apesar das promessas, os militantes do MST decidiram continuar acampados no pátio do Incra, sem definir prazos para sua saída. Admitiram apenas que iriam consultar outros acampados sobre a possibilidade deixar o local nos próximos dias.

 
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
 
 
 
 

www.udr.org.br
udr.org@uol.com.br