| BRASÍLIA
- Ao classificar o Pará como "território
sem lei, onde os direitos fundamentais da pessoa
humana são ofendidos de forma recorrente
e deliberada", a Confederação
da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
cobrou, em nota, que as "autoridades federais
adotem, com a urgência que se faz necessária,
medidas efetivas para restabelecer o Estado
de Direito no Pará. A presidente da CNA,
senadora Kátia Abreu (DEM-TO), classificou
o Pará como a unidade da federação
onde tem prevalecido "a desordem e o mais
completo desrespeito à Constituição
e às leis do País".
Nos últimos dias, a tensão
entre proprietários de terra e integrantes
do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem
Terra (MST) aumentou no Pará. Os integrantes
do movimento são acusados de manter
quatro reféns numa fazenda do Estado.
Os sem-terra explicaram hoje, em nota, que
"apenas fecharam a PA-150 em protestos
pela liberação de três
trabalhadores rurais detidos pelos seguranças.
Os jornalistas permaneceram dentro da sede
da fazenda por vontade própria".
A CNA ressalta que oferecerá, na próxima
quarta-feira, perante a Procuradoria Geral
da República, representação
para que seja encaminhado ao Supremo Tribunal
Federal (STF) pedido de intervenção
federal no Estado do Pará. É
a segunda vez neste ano - a primeira foi perante
o Tribunal de Justiça do Estado do
Pará - que os produtores rurais recorrem
às autoridades competentes para que
seja decretada intervenção federal
com o objetivo de resolver os problemas que
enfrentam.
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