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Após
liberar a exportação de 902 mil toneladas
de trigo na semana passada, o governo argentino anunciou
ontem que autorizará em breve a venda de outras
500 mil toneladas, em data ainda não definida.
Com exportações restritas desde o fim
do ano passado, a falta do trigo argentino causou
desabastecimento do produto no Brasil e aumento de
preço de derivados, como o pão.
O
anúncio foi feito ontem após a reunião
de monitoramento do comércio bilateral entre
os dois países. Apesar de as exportações
não terem um destino específico, é
provável que o Brasil, principal comprador
do trigo argentino, fique com a maior parte.
Segundo
o secretário-executivo do Ministério
do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, os novos embarques
argentinos, junto com a safra interna brasileira do
segundo semestre e com as exportações
sem impostos liberadas recentemente de outros países,
melhoram a situação brasileira, mas
não é possível garantir que não
haverá desabastecimento.
Ramalho
afirmou que espera que os importadores do Brasil comprem
todo o trigo argentino, até porque a medida
ajudaria a reduzir o superávit brasileiro no
comércio bilateral, uma reclamação
da Argentina.
No
primeiro semestre deste ano, esse superávit
ficou em US$ 2,8 bilhões. E, no ano passado
inteiro, o superávit foi de US$ 4 bilhões.
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