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Das
sete áreas invadidas por integrantes do Movimento
dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), ligados a José
Rainha Júnior, no fim de semana, os sem-terra
permaneciam em seis delas até à tarde
de ontem. De acordo com o coordenador regional do
movimento, Sérgio Pantaleão, 28 anos,
apenas a Fazenda Margareti, em Teodoro Sampaio, havia
sido desocupada. O acordo em deixar a área,
segundo ele, partiu após o proprietário
do local, juntamente com uma comissão de acampados,
acionar para uma possível negociação
quanto à área, cuja terra o MST afirma
ser devoluta. Na conversa, ficou definido de
acertamos uma data para negociarmos as terras da área,
por intermédio do Incra [Instituto Nacional
de Colonização e Reforma Agrária],
adianta.
Ainda ontem, Rainha criticou a postura do presidente
da União Democrática Ruralista (UDR),
Luiz Antônio Nabhan Garcia, ao anunciar anteontem,
apoio aos fazendeiros interessados investir na contratação
de empresas de seguranças legalizadas e regularizadas,
para impedir a ação de militantes em
suas propriedades. Essa é uma questão
que tem de ser tratada em âmbito da Justiça
Federal, por meio do Ministério Público
Federal [MPF] e Polícia Federal, e não
apenas pelo Estado. Vamos acionar estes dois órgãos
para isso, no intuito de que essas milícias
sejam coibidas, rebateu, se referindo à
proposta da UDR e ao governo de José Serra
(PSDB).
Os sem-terra protestam contra o governo do Estado
e pela arrecadação de novas áreas
para assentamento. Eles também pedem agilização
na regularização de terras situadas
no Pontal do Paranapanema. Segundo Rainha, os proprietários
das atuais áreas invadidas querem negociar
as terras, mas só não o fizeram ainda,
por conta da morosidade do Estado. Todas as
áreas em que estamos já foram julgadas
em primeira e segunda instâncias como sendo
terras devolutas, só que há demora por
parte do Itesp [Instituto de Terras do Estado de São
Paulo] na solução do problema,
disse. Só vamos deixar as áreas
ou por determinação judicial [reintegração
de posse] ou quando houver negociação,
completou.
Na região, permanecem invadidas as fazendas
Iaras, em Euclides da Cunha Paulista, Bela Vista,
em Santo Anastácio, Conquista, em Presidente
Venceslau, Oliveira, em Dracena, Nossa Senhora de
Lourdes, em Junqueirópolis e Fazenda Guarani,
localizada em Presidente Bernardes.
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