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O fim do embargo russo à carne brasileira
é aguardado pelos pecuaristas e frigoríficos
instalados em Mato Grosso com muita expectativa. A
medida, além de lucrativa, derrubaria mais
uma barreira no exterior contra a carne brasileira.
Após mais de seis meses do início do
embargo a diversos frigoríficos, a questão
nunca esteve tão próxima de um acordo
como agora. Mas, apesar do encaminhamento das negociações,
o embargo ainda não tem data para terminar.
Segundo o secretário de Relações
Internacionais do Ministério da Agricultura,
Célio Porto, a pasta enviará, até
10 de fevereiro, uma resposta ao relatório
russo que detalha correções que deveriam
ser feitas em plantas inspecionadas em novembro, durante
missão nos estados de Goiás, São
Paulo e Mato Grosso.
O relatório chegou ao ministério apenas
este mês, uma semana antes do ministro Mendes
Ribeiro Filho se reunir com a ministra da Agricultura
da Rússia, Yelena Skrynnik, durante evento
em Berlim, na Alemanha, no último fim de semana.
Durante o encontro, o ministro explicou à
sua colega russa que o serviço de inspeção
dos frigoríficos brasileiros é federal,
tornando injustificável o embargo feito a estados,
como foi feito ao Rio Grande do Sul, terra natal de
Mendes Ribeiro, além do Paraná e Mato
Grosso, embargados totalmente.
Segundo o diretor de Programa da Secretaria de Defesa
Agropecuária, Ênio Marques, que também
esteve em Berlim, foi firmado um acordo entre dois
países para que sejam feitas reuniões
técnicas, depois das respostas aos relatórios,
para gerar um ?protocolo de equivalência?, equiparando
as exigências de Brasil e Rússia na área
sanitária.
APROVAÇÃO
Segundo Marques, a entrada da Rússia na Organização
Mundial do Comércio (OMC), que deve ser aprovada
pelo parlamento russo em breve, pode ajudar a resolver
a questão, porque os russos disseram na reunião
que passarão a aplicar os critérios
da União Europeia, aos quais o Brasil já
está se adequando.
Nos dias 17 e 18 de março, o ministério
também deve sediar o Comitê Consultivo
Agrícola Brasil-Rússia, feito pela última
vez em 2010.
Apesar da Rússia ter sido, por anos, o maior
mercado comprador das carnes brasileiras, o embargo
imposto a vários estabelecimentos do país
não afetou, como se imaginava, as exportações
brasileiras de carnes em 2011. Os embarques para a
Rússia tiveram redução de 19,6%,
mas, segundo Porto, foram compensadas pelo crescimento
de 14,7% nas vendas para outros mercados.
Por segmento, os embarques para a Rússia tiveram
redução de 1,1% na carne bovina, 50,5%
na de frango e 39,4% na suína. No entanto,
para outros mercados, houve aumento de 11,5%, 19,9%
e 7%, respectivamente. (Com Agência)
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