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A indústria de carne bovina, que vem tendo
atritos com os europeus, pode enfrentar mais um sério
problema. Um frigorífico de Mato Grosso adulterou
o certificado sanitário internacional de carne
que foi enviada à União Europeia.
PROBLEMA À VISTA
Pecuaristas e exportadores estão apreensivos.
As exportações para os europeus -que
começam a tomar fôlego depois da interrupção
ocorrida há dois anos- podem sofrer novos questionamentos.
A interrupção das importações
pelos europeus ocorreu devido à insuficiência
de garantias sanitárias e de qualidade.
AINDA BEM
Eventuais retaliações da União
Europeia podem ser amenizadas porque foi o próprio
Ministério da Agricultura que descobriu a fraude
e comunicou aos europeus.
SUSPENSÃO
A licença de exportação do frigorífico
foi suspensa, e os 12 contêineres de carne estão
parados em portos europeus. A Europa é importante
para o Brasil porque é a que melhor remunera.
MENOS LEITE
A produção de leite recuou 3,1% no
mês passado em relação a dezembro,
conforme pesquisa do Cepea. Essa queda ocorre porque
em alguns dos principais Estados produtores, como
o de Minas Gerais, faltou chuva. Já em São
Paulo houve excesso.
CRÉDITO
O saldo da carteira agrícola do Banco do Brasil
encerrou 2009 em R$ 66,4 bilhões, com alta
de 4,3%. Já o financiamento evoluiu 25%. A
diferença ocorre porque muitos agricultores
pagaram dívidas atrasadas, trazendo a taxa
de inadimplência para níveis históricos.
Além disso, não houve crédito
de investimentos para quem prorrogou dívidas.
SALDO DE RISCO
O Banco do Brasil transferiu, ainda, R$ 1 bilhão
do saldo de risco para o Tesouro, responsável
pelo crédito dado à agricultura familiar.
Outro R$ 1 bilhão de créditos duvidosos
foi considerado perda.
VAI BEM
No conjunto, a rentabilidade da agricultura vai bem
neste ano. O crédito aumentou e os custos caíram.
A avaliação é de Luis Carlos
Guedes Pinto, vice-presidente de Agronegócio
do Banco do Brasil. Até janeiro, foram cedidos
R$ 23,3 bilhões de crédito, 21% mais
do que na safra anterior.
MAIOR PARTICIPAÇÃO
O braço agrícola da Case IH, empresa
do Grupo Fiat, quer abocanhar 25% do mercado de colheitadeiras
de grãos na América Latina até
2014. Hoje ela conta com 15% do mercado e, em 2004,
tinha apenas 5%.
NOVA PLANTA
A empresa atribui o aumento à inauguração
da fábrica em Sorocaba (SP), que visa diversificar
e ampliar a oferta de produtos no Brasil, tanto na
área agrícola como na de construção.
A planta terá capacidade de produzir 8.000
unidades por ano.
NACIONALIZAÇÃO
Até meados do ano, a Case deve obter nacionalização
de 60% nos equipamentos produzidos na fábrica
de Sorocaba. Atualmente está em 40%.
com FLÁVIA MARCONDES
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