|
O Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento (Mapa) voltou a publicar a lista de
fazendas autorizadas a fornecer bovinos para abate
e venda da carne in natura para a União Europeia
(UE).
Com a decisão, o Brasil retoma o gerenciamento
da relação conhecida como lista
trace , que desde 2007 era feito exclusivamente
pelas autoridades europeias.
Segundo o diretor de Programas do Mapa, Ênio
Marques, a medida demonstra o reconhecimento dos avanços
no sistema brasileiro de rastreabilidade e a retomada
da confiança da UE em relação
ao cumprimento das exigências de saúde
animal por parte do Brasil. A intenção
do Brasil é reduzir a burocracia no processo.
A solicitação de retirada da exigência
de que a lista de fazendas habilitadas fosse publicada
no diário oficial europeu (Diretiva 61) era
uma reivindicação permanente do Brasil
nos últimos anos. O impasse foi tema de inúmeras
reuniões com a Direção-Geral
de Saúde e Consumidores da Comissão
Europeia (DGSanco, sigla em inglês), em Bruxelas.
Além da gestão da lista de fazendas
habilitadas a exportar, as autoridades brasileiras
ficarão responsáveis pela publicação
da relação que será atualizada
a cada 15 dias no site do Ministério
da Agricultura. Os relatórios de auditoria
não precisarão mais ser transmitidos
para a Comissão Europeia.
Atualmente, 1.948 fazendas estão credenciadas
a vender carne para o bloco. Somente as propriedades
que cumprem as exigências da Instrução
Normativa nº 17, que regulamenta o sistema brasileiro
de rastreamento (Sisbov), podem ingressar no cadastro.
|