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A tensão no Alto Paraná, fronteira
do Paraguai com o Brasil, foi reduzida hoje (2) diante
da possibilidade de uma solução negociada
pelo governo.
Há mais de uma semana, os chamados brasiguaios,
agricultores brasileiros que vivem na região,
enfrentam a pressão dos sem-terra paraguaios,
denominados carperos, que querem que eles abandonem
as terras. Paralelamente, o governo do presidente
Fernando Lugo aumentou a segurança no local.
O comandante das Forças Armadas do Paraguai,
Felipe Melgarejo, foi ontem (1º) ao Congresso
para prestar explicações sobre os conflitos
entre brasiguaios e sem-terra. Na audiência
com os parlamentares, o militar disse que o governo
pretende rever os procedimentos de medição
das terras e comprometeu-se a buscar uma solução
para o impasse.
Desde o mês passado, brasiguaios enfrentam
a pressão dos sem-terra na região de
Santa Rosa del Monday, no Alto Paraná. Para
os sem-terra paraguaios, a área foi ocupada
irregularmente, pois anteriormente estava previsto
que ela seria utilizada para reforma agrária.
No entanto, os brasileiros negam que as terras sejam
irregulares.
No Paraguai, a delimitação de terras
é submetida a uma legislação
complexa. Mas as definições mas delicadas
se referem às áreas de fronteira. A
estimativa é que cerca de 350 mil brasileiros
vivam em território paraguaio a maioria
é de agricultores.
A controvérsia envolvendo brasileiros e paraguaios
é tema de reuniões diárias entre
as autoridades dos dois países. A Embaixada
do Brasil no Paraguai informou que o embaixador Eduardo
Santos dedica-se nos últimos dias a conversar
com integrantes do governo Lugo e parlamentares para
encerrar a tensão.
No Brasil, o assunto é acompanhado pelo encarregado
de Negócios do Paraguai no Brasil (o principal
representante do governo em Brasília), Didier
Olmedo.
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