29/04/2010

 
Produtores de todo o país participaram, em Brasília, de uma caminhada pela paz no campo


Produtores rurais vindos de todo o país participaram ontem, em Brasília, de uma caminhada pela paz no campo. Os produtores reivindicam a criação do Plano Nacional de Combate às Invasões. A proposta foi enviada no dia 13 de abril ao Ministério da Justiça pela senadora e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu (DEM-TO). O ato, promovido pela CNA, faz parte da campanha Vamos tirar o Brasil do vermelho, numa alusão à onda de protestos que o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) promove este mês.


- Apoiamos a reforma agrária, só não somos a favor das invasões.


Queremos paz no campo e essas invasões não permitem isso. - disse Kátia Abreu. - Invasão é crime previsto na Constituição e esse ato vem se repetindo faz tempo sem que ninguém tome medidas para evitá-los.


Segundo a presidente da CNA, as invasões prejudicam todos os brasileiros e não só os proprietários dos terrenos invadidos.


- Só em Mato Grosso, uma área do tamanho de Sergipe está ocupada pelo MST, e isso representa prejuízo estimado em R$ 850 milhões por ano para o estado - afirmou a senadora.


A manifestação começou por volta das 9h, com uma missa na Catedral de Brasília. Após a celebração religiosa, os produtores rurais caminharam até o gramado em frente ao Congresso Nacional, onde deram as mãos em volta de uma grande bandeira com o lema "Queremos paz no campo. Não às invasões".


Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, cerca de 300 pessoas participaram da manifestação.


- A campanha é justamente uma contraposição àquela outra, Abril Vermelho, realizada pelo MST - disse José Torres, um dos diretores da CNA.


Abril Vermelho As manifestações do Abril Vermelho ocorrem todos os anos para lembrar a morte de 19 trabalhadores rurais, em 17 de abril de 1996, na cidade paraense de Eldorado do Carajás, durante confronto entre lavradores e policiais militares. Segundo o MST, durante o Abril Vermelho deste ano foram ocupadas a sede nacional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Brasília e as superintendências do órgão em São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Piauí e Paraíba.


Também houve ocupações de fazendas em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Paraíba, Sergipe, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul


Para a CNA, as invasões prejudicam todos os brasileiros, não só donos de terras


 

Fonte: JORNAL DO BRASIL - RJ

 
 
 
 

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