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Produtores rurais vindos de todo o país participaram
ontem, em Brasília, de uma caminhada pela paz
no campo. Os produtores reivindicam a criação
do Plano Nacional de Combate às Invasões.
A proposta foi enviada no dia 13 de abril ao Ministério
da Justiça pela senadora e presidente da Confederação
da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA),
Kátia Abreu (DEM-TO). O ato, promovido pela
CNA, faz parte da campanha Vamos tirar o Brasil do
vermelho, numa alusão à onda de protestos
que o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)
promove este mês.
- Apoiamos a reforma agrária, só não
somos a favor das invasões.
Queremos paz no campo e essas invasões não
permitem isso. - disse Kátia Abreu. - Invasão
é crime previsto na Constituição
e esse ato vem se repetindo faz tempo sem que ninguém
tome medidas para evitá-los.
Segundo a presidente da CNA, as invasões prejudicam
todos os brasileiros e não só os proprietários
dos terrenos invadidos.
- Só em Mato Grosso, uma área do tamanho
de Sergipe está ocupada pelo MST, e isso representa
prejuízo estimado em R$ 850 milhões
por ano para o estado - afirmou a senadora.
A manifestação começou por volta
das 9h, com uma missa na Catedral de Brasília.
Após a celebração religiosa,
os produtores rurais caminharam até o gramado
em frente ao Congresso Nacional, onde deram as mãos
em volta de uma grande bandeira com o lema "Queremos
paz no campo. Não às invasões".
Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal,
cerca de 300 pessoas participaram da manifestação.
- A campanha é justamente uma contraposição
àquela outra, Abril Vermelho, realizada pelo
MST - disse José Torres, um dos diretores da
CNA.
Abril Vermelho As manifestações do Abril
Vermelho ocorrem todos os anos para lembrar a morte
de 19 trabalhadores rurais, em 17 de abril de 1996,
na cidade paraense de Eldorado do Carajás,
durante confronto entre lavradores e policiais militares.
Segundo o MST, durante o Abril Vermelho deste ano
foram ocupadas a sede nacional do Instituto Nacional
de Colonização e Reforma Agrária
(Incra) em Brasília e as superintendências
do órgão em São Paulo, Rio de
Janeiro, Pará, Piauí e Paraíba.
Também houve ocupações de fazendas
em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Paraíba,
Sergipe, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Sul,
Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul
Para a CNA, as invasões prejudicam todos os
brasileiros, não só donos de terras
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