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Militantes
do Movimento dos Sem-Terra (MST) invadiram na manhã
de ontem duas agências regionais do Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária
(Incra) no interior de São Paulo - em Teodoro
Sampaio, no Pontal do Paranapanema, e em Araraquara.
Outro grupo, com 60 integrantes, ocupou a agência
da Nossa Caixa em Presidente Prudente. As ações
fazem parte da nova jornada nacional de luta do MST,
iniciada na segunda-feira, para cobrar do governo
federal mais rapidez na reforma agrária.
No
Rio Grande do Sul, cerca de 600 assentados e acampados
do MST na região do município de Nova
Santa Rita, a 30 quilômetros de Porto Alegre,
iniciaram uma marcha, também com o intuito
de chamar a atenção para a lentidão
da reforma. Eles caminharam ontem pelas rodovias BR-386
e BR-116 e acamparam em Canoas, onde participarão
de debates sobre a questão agrária.
No
domingo eles voltam a marchar, rumo à capital.
Na segunda-feira juntam-se a outros militantes para
um ato público em defesa da liberdade de manifestação
do MST. O ato ocorrerá um dia antes da primeira
audiência de um processo movido pelo Ministério
Público Federal, em Carazinho, contra oito
militantes da organização, acusados
de crimes contra a ordem política e social.
Para
hoje está previsto o início de uma nova
marcha, na região do Pontal do Paranapanema,
no interior de São Paulo, organizada por grupos
ligados ao líder José Rainha Júnior.
Embora ele se apresente como dissidência do
MST, a manifestação também é
para protestar contra a lentidão da reforma
agrária. De acordo com Rainha, os grupos saem
de três cidades - Santo Anastácio, Martinópolis
e Tarabai - e caminham durante três dias em
direção a Presidente Prudente.
Paralelamente,
militantes do MST mantinham ontem as ocupações
das sedes das superintendências do Incra em
sete capitais, realizadas na segunda-feira, o primeiro
dia da jornada. Eles só devem sair após
discutirem suas reivindicações com os
superintendentes regionais.
A
jornada deve prosseguir durante toda a semana. Amanhã,
dirigentes e advogados do MST vão anunciar
em São Paulo que recorrerão à
Comissão de Direitos Humanos da Organização
dos Estados Americanos (OEA) contra as ações
do Ministério Público no Rio Grande
do Sul.
Em
Presidente Prudente, a agência da Nossa Caixa,
controlada pelo governo estadual, foi ocupada por
volta das 10 horas. Segundo os dirigentes dos sem-terra,
o objetivo era reivindicar a renegociação
de débitos agrícolas dos assentados
da região. À tarde, os invasores deixaram
o local, depois da promessa de um encontro, na próxima
semana, para discutir a proposta.
As
ocupações do Incra em Teodoro Sampaio
e em Araraquara mobilizaram em conjunto quase 200
militantes.
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