07/02/2012

Mesmo após chuvas, parte das lavouras de milho do Sul registra perdas devido à seca

 

 

Precipitação não foi suficiente para reverter o quadro de estiagem; veja a expectativa para todas as regiões de plantio

A passagem de uma frente fria sobre o Rio Grande do Sul nos últimos dias levou chuvas a diversas localidades gaúchas que sofriam com a estiagem. Os volumes acumulados variaram muito – desde 10 mm no extremo sul até 50 mm na região central.

Com a ocorrência de chuvas, as perdas nas lavouras de milho no Estado somente foram paralisadas nas regiões onde os acumulados ultrapassaram os 30 mm. Nas demais regiões, em especial a região noroeste, as perdas devem continuar significativas, uma vez que a precipitação não foi suficiente para reverter a seca, tampouco a demanda hídrica da planta. Sendo assim, as perdas no milho devem se mantêm acima dos 55%.

No Paraná e em Santa Catarina, o tempo aberto desses últimos dias está favorecendo a colheita da soja e plantio do milho safrinha em boa parte da região oeste. Até o dia 3 de fevereiro, 17% do milho safrinha havia sido plantado no Paraná.

No Centro-Oeste, o tempo mais aberto e com maiores períodos de sol possibilitou o avanço na colheita da soja e, consequentemente, o plantio do milho safrinha. Os percentuais de área colhida e plantada, no entanto, estão abaixo da média para um ano onde se observou um plantio mais cedo.

Na Bahia, a situação continua crítica nas regiões mais ao norte do Estado, uma vez que em algumas delas não há ocorrência de chuvas significativas (acima dos 10 mm) há mais de 20 dias, o que compromete as lavouras de milho que não estão embaixo de pivôs centrais.

Em São Paulo e Minas Gerais, o tempo aberto possibilitou a retomada das atividades de campo, e, como os solos continuam apresentando bons índices de umidade, os milharais continuam se desenvolvendo bem e com boas perspectivas de produtividade

 
Fonte: SOMAR
 
 

 

 

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