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Precipitação não foi suficiente
para reverter o quadro de estiagem; veja a expectativa
para todas as regiões de plantio
A passagem de uma frente fria sobre o Rio Grande
do Sul nos últimos dias levou chuvas a diversas
localidades gaúchas que sofriam com a estiagem.
Os volumes acumulados variaram muito desde
10 mm no extremo sul até 50 mm na região
central.
Com a ocorrência de chuvas, as perdas nas lavouras
de milho no Estado somente foram paralisadas nas regiões
onde os acumulados ultrapassaram os 30 mm. Nas demais
regiões, em especial a região noroeste,
as perdas devem continuar significativas, uma vez
que a precipitação não foi suficiente
para reverter a seca, tampouco a demanda hídrica
da planta. Sendo assim, as perdas no milho devem se
mantêm acima dos 55%.
No Paraná e em Santa Catarina, o tempo aberto
desses últimos dias está favorecendo
a colheita da soja e plantio do milho safrinha em
boa parte da região oeste. Até o dia
3 de fevereiro, 17% do milho safrinha havia sido plantado
no Paraná.
No Centro-Oeste, o tempo mais aberto e com maiores
períodos de sol possibilitou o avanço
na colheita da soja e, consequentemente, o plantio
do milho safrinha. Os percentuais de área colhida
e plantada, no entanto, estão abaixo da média
para um ano onde se observou um plantio mais cedo.
Na Bahia, a situação continua crítica
nas regiões mais ao norte do Estado, uma vez
que em algumas delas não há ocorrência
de chuvas significativas (acima dos 10 mm) há
mais de 20 dias, o que compromete as lavouras de milho
que não estão embaixo de pivôs
centrais.
Em São Paulo e Minas Gerais, o tempo aberto
possibilitou a retomada das atividades de campo, e,
como os solos continuam apresentando bons índices
de umidade, os milharais continuam se desenvolvendo
bem e com boas perspectivas de produtividade
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