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A queda nos preços do boi gordo parece que
ainda não chegou ao fim. Tanto no mercado físico
quanto na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F)
as cotações seguem em baixa, com a queda
da demanda dos frigoríficos e o pequeno aumento
de oferta de animais em algumas regiões, como
Mato Grosso do Sul. Na semana passada, o preço
à vista do indicador Esalq/BM&F, por exemplo,
acumulou uma desvalorização de 3,2%,
dando sinais de enfraquecimento dos preços.
Na sexta-feira, o indicador fechou a R$ 91,11 por
arroba.
No mercado futuro a situação não
é diferente. Os preços do boi gordo
acumularam uma queda de quase 5% na semana passada,
com os contratos para outubro fechando a R$ 84,85.
Alguns analistas ainda consideram que a queda no mercado
futuro se deve a um ajuste técnico, depois
de os preços da arroba terem superado os R$
102. A expectativa é que os preços do
mercado futuro se aproximem das cotações
do físico ainda mais essa semana. Caso se confirme
a tendência, os contratos da BM&F tendem
a se manter estáveis, puxando os valores do
indicador para baixo.
Um dos motivos para a queda nos preços do
boi é a retração no consumo de
carne. O varejo já registra uma procura menor,
o que está derrubando as cotações
nas gôndolas dos supermercados. O preço
alto da carne bovina já provocou, inclusive,
aumento da demanda por carne de frango, como forma
de substituição. Esse movimento está
puxando os valores do frango resfriado, que já
subiram mais de 11% apenas no mês de julho.
As cotações da carne de frango vinham
se destacando por não estarem registrando grandes
avanços, mas o preço elevado da carne
bovina gerou uma demanda maior, revertendo essa tendência.
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