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A área plantada com feijão no sudoeste
paulista deve dobrar na safra das águas, a
principal colheita do grão no Estado de São
Paulo. Conforme o agrônomo Vandir Daniel da
Silva, da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento
em Itapeva, o cultivo deve atingir de 15 mil a 16
mil hectares, ante 8 mil na safra do ano passado.
O técnico baseia sua estimativa na grande
procura antecipada pelas sementes comercializadas
nos postos da Secretaria. O preço alto do grão
serve de estímulo para os agricultores. Na
última sexta-feira, a saca de 60 quilos do
feijão de boa qualidade estava cotada em R$
160 ao produtor.
A época ideal vai de 1º de agosto a 30
de setembro, mas muitos agricultores anteciparam a
semeadura. Na região de Itapeva, principal
região produtora do Estado, 50% das culturas
de feijão são irrigadas, o que permitiu
o plantio a partir de 25 de junho. ''Quem pode irrigar
planta antes, pois vai colher fora da safra, quando
os preços tendem a ser melhores'', diz Silva.
O feijão irrigado deve entrar no mercado no
fim de outubro.
SEQUEIRO
Os produtores de sequeiro devem colher no período
normal de safra, entre dezembro e janeiro. A preocupação
do técnico é com as condições
climáticas. No sudoeste, não chove há
45 dias e as previsões indicam ausência
de chuva na próxima semana. ''A estiagem pode
atrasar o plantio'', diz.
Ele diz que, em função da estiagem
de 2007, muitos deixaram de plantar e o preço
do feijão teve alta recorde, chegando a ser
vendido por R$ 300 a saca na lavoura. Desde a última
safra, o preço sempre esteve acima de R$ 100
a saca de 60 quilos. Se as condições
do clima se normalizarem, ele acredita que pode haver
produção em excesso. ''Como não
exportamos, o consumo interno não vai absorver
e há risco de queda de preços.''
Silva diz que, para estimular o plantio e evitar
a falta do alimento, o governo federal se comprometeu
a adquirir o feijão pelo preço mínimo
de R$ 90 a saca. ''Esperamos que o compromisso seja
mantido caso haja excesso de produção.''
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