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Agência Brasil, de Brasília
A Confederação da Agricultura e Pecuária
do Brasil (CNA) divulgou nota estimando que o setor
poderá perder R$ 187 milhões do faturamento
bruto por causa das ocupações de terra
ocorridas neste mês, durante a Jornada de Lutas
pela Reforma Agrária, liderada pelo Movimento
dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
As ocupações fizeram a confederação,
que reúne empresários do agronegócio,
a instalar um gabinete de crise para monitorar as
ocupações e propor a criação
do Plano Nacional de Combate às Invasões
de Terras. A CNA reconhece que no meio rural estão
os brasileiros mais pobres e desamparados que "dificilmente
têm acesso a postos de saúde, vacinação
para os filhos, escolas com avaliação
do Ministério da Educação, atividades
desportivas, programação de cultura
ou lazer", mas diz que "essa não
é a pauta dos líderes do MST".
Na última semana, durante a Jornada Nacional
de Luta pela Reforma Agrária, o MST ocupou
sedes do Incra em vários Estados. Segundo o
Incra, 574,6 mil famílias de trabalhadores
rurais foram assentados nos últimos sete anos
em 3.348 assentamentos, com área total de 46,7
milhões de hectares.
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