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Os
agricultores familiares já podem procurar,
a partir de hoje, as instituições financeiras
para iniciar as operações de custeio
da safra 2008/09. Serão R$ 7,3 bilhões
destinados a esse fim, de um montante de R$ 13 bilhões
que compõem o Plano Safra Mais Alimentos.
Segundo
o coordenador de crédito do Ministério
do Desenvolvimento Agrário, Mauri José
de Andrade, todas as medidas administrativas foram
finalizadas no início desta semana, quando
o Ministério da Fazenda publicou portarias
autorizando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES), o Banco Cooperativo Sicredi e o
Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob) a realizar as
operações de crédito.
Para
ter acesso ao financiamento, o agricultor deve estar
habilitado no Programa Nacional de Fortalecimento
da Agricultura Familiar (Pronaf). "O produtor
deve ter a declaração de aptidão
ao Pronaf, que é um documento que o enquadra
como público-alvo. O principal requisito é
que ele tenha uma renda bruta anual de, no máximo,
R$ 110 mil", afirmou Andrade.
Os
créditos de investimento devem ser liberados
a partir do dia 15 de agosto, quando os agentes financeiros
já terão seus sistemas adaptados às
novas linhas de financiamento. A meta é que
a agricultura familiar obtenha um ganho anual de produção
de 18 milhões de toneladas.
"A
característica da agricultura familiar é
de responder rapidamente a estímulos que visem
ao aumento da produtividade. Como o plano todo está
focado em produzir mais alimentos, as linhas de investimentos,
que proporcionarão ao produtor uma melhoria
da infra-estrutura, farão com que, já
a partir da próxima safra, haja esse aumento
da produção", estimou o coordenador.
Antes
de ir aos bancos, Andrade aconselha os produtores
a procurar auxílio de técnicos para
definir a melhor forma de financiamento e investimento.
"O mais recomendável é que o produtor
busque auxílio na Emater [Empresa de Assistência
Técnica e Extensão Rural], porque, numa
conversa com o técnico, os dois chegarão
a definições de qual será a melhor
composição produtiva da sua propriedade,
em função do que ele já possui
hoje e qual seria o melhor investimento", explicou.
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