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O
coordenador da Operação Boi Pirata,
Weber Rodrigues Alves, afirmou que o Instituto Brasileiro
de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama) refez os custos de retirada do gado e baixou
o valor do lancemínimo a ser ofertado no próximo
leilão, marcado para terça-feira (5).
O
arremate será das mais de 3 mil cabeças
de gado apreendidas na Operação Boi
Pirata, realizada na Estação Ecológica
da Terra do Meio. O órgão levou em conta
às péssimas condições
das estradas e o alto custo do deslocamento.
"O
custo do gado estava em torno de R$ 3 milhões
e em função dessa dificuldade [de locomoção]
o Ibama resolveu baixar para R$ 1,4 milhão
o preço mínimo",explicou.
O
coordenador, porém, não soube precisar
qual o custo da operação do Ibama,
mas informou que a equipe é formada por oito
agentes do Batalhão Ambiental do
Pará e por agentes do instituto, com o suporte
de duas caminhonetes e de um helicóptero, além
de um vaqueiro contratado para cuidar das 3.146 cabeças
apreendidas.
Devido
ao alto custo do deslocamento e às más
condições da estrada, a alternativa
dos pecuaristas é guiar o gado às margens
das vias. O preço cobrado por um grupo de boiadeiros
é de R$ 350 por dia. Seis boiadeiros conseguem
levar até mil cabeças de gado estrada
afora.
Com
a retirada do gado da Estação Ecológica
da Terra do Meio, a paisagem lembra a década
de 50 e início da de 60, no Centro Sul do Brasil,
quando as boiadas passavam pelas estradas rumo às
fazendas de cria e engorda ou aos frigoríficos.
O
boiadeiro Marco Antônio de Almeida Lima lidera
uma comitiva de seis vaqueiros, levando 935 cabeças
de gado entre vacas, bezerros e novilhas, da Terra
do Meio (PA) a uma fazenda na Vila Taboca. O gado
já está na estrada há 18 dias.
A previsão é de mais 10 dias de caminhada.
"O gado saiu gordo e no primeiro dia andamos
22 quilômetros. Depois a marcha vai ficando
mais lenta, porque o gado vai cansando e emagrecendo.
Com isso a caminhada cai para dez, oito e, às
vezes, até cinco quilômetros por dia",
explica Marco Antônio.
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