04/agosto/2008
 

Durante o jantar em homenagem à equipe do governo estadual pelo empenho no combate à febre aftosa, o presidente da Acrissul, Laucídio Coelho Neto, lembrou que o governador André Puccinelli (PMDB) havia, desde o início de sua gestão, em 2007, colocado a sanidade animal como prioridade e que tanto a equipe do governo, quanto a classe dos produtores rurais, se empenharam e fizeram de tudo pela sanidade.

Para o governador Puccinelli, o título recém conquistado vai impulsionar o setor: “Mesmo sem o reconhecimento já tínhamos aberto novos mercados, como o Oriente Médio, mas o aval da OIE nos dá tranqüilidade e motivação. Agora temos que partir em busca do reconhecimento da União Européia, que faremos de tudo para conquistarmos ainda este ano”.

Ele também não poupou elogios a todos os setores envolvidos na obtenção do título: “O primeiro passo foi dado. O segundo será dado também com o excelente trabalho de todos, das equipes da Seprotur, Iagro, dos produtores, nos habilitaremos e poderemos eventualmente agregar valor na nossa carne, pela melhor qualidade que já tem. Acredito piamente nisso”.

Em relação à vigilância na zona onde ocorreram os focos do passado, o governador disse que daqui em diante as condições só tendem a melhorar: “Mas mesmo assim continuaremos vigilantes. Se houver necessidade de fornecermos vacinas e até recursos humanos para o país vizinho, Paraguai, será feito. Tem de haver uma relação de defesa, como existe entre Nova Zelândia e Austrália, que juntos exportam carnes para o mundo todo com muita lucratividade”.

A secretária Tereza Cristina, em seu discurso, rememorou o árduo e trabalhoso processo de se livrar do status negativo: “Se chegamos até aqui, não poderemos baixar a guarda e diminuir o trabalho. Não interessa de onde vem o vírus, o que importa é o esforço nosso, dos vizinhos paraguaios, de todos, pois temos certeza da qualidade de nossa carne e das nossas indústrias, que são de primeiro mundo.”

Ela disse que os trabalhos futuros além da certificação da União Européia: “A segunda etapa será a rastreabilidade, temos de fazê-la de forma que o consumidor do mundo saiba de onde vem o produto que consome. O mundo atualmente se preocupa com a origem não só da carne bovina, mas da carne suína, da cana, do milho e da soja. Temos certeza em breve estaremos comemorando novamente as futuras conquistas do Governo do Estado.”

 
Fonte: Agrolink
 
 
 
 

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