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Com o alto índice pluviométrico das
primeiras semanas de janeiro, a colheita da soja em
Mato Grosso está abaixo do esperado pelos produtores,
em torno de 2,6% da área plantada e, caso o
sol apareça nos próximos dias, as colheitadeiras
devem acelerar os trabalhos no campo para tentar viabilizar
o plantio do milho.
De acordo com o boletim semanal da soja divulgado
na segunda-feira pelo Instituto Matogrossense de Economia
Agropecuária (Imea), os agricultores deverão
colher 500 mil hectares por semana para conseguir
fazer a semeadura da segunda safra. O Imea lembra
que as mesmas situações foram vivenciadas
na safra passada e quando diminuiu a chuva, a colheita
evoluiu a uma taxa de 7,1 pontos percentuais semanais,
fazendo com que a colheita terminasse em 14 semanas.
"Se a mesma evolução ocorrer nesta
safra 2011/12, será possível colher
uma média de 500 mil ha por semana, área
exata para que consiga retirar o produto do campo
e plantar consecutivamente o milho, que provavelmente
terá um período de plantio não
tão confortável", informa o boletim.
Todavia, o que o produtor rural quer no momento é
que a chuva cesse para as máquinas poderem
avançar nas lavouras e evitar grandes percas
com a oleaginosa. Isso porque em algumas localidades
a chuva não dá trégua há
mais de uma semana e a colheita e os controles de
doenças começam a se tornar pouco efetivos.
"Se continuar difícil a entrada dos pulverizadores,
os impactos poderão ser verificados no final
da safra", pontua o instituto.
Dentro de toda essa situação de apreensão,
uma doença conhecida popularmente como "mela"
(as folhas das plantas grudam-se e se amarelam) chama
a atenção, pois ela aparece somente
quando se tem uma massa foliar muito intensa, "o
que indica que as lavouras de soja estão muito
vigorosas e poderão resultar na bonança
do produtor", prevê o boletim.
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