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Pau-Brasil
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| 1.
Introdução |
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O
pau-brasil é conhecido pelos brasileiros
devido ao fato de ter originado o nome do
nosso país, pelo ciclo econômico
que ele representou ou pela grande ameaça
de extinção que existe sobre
ele. Sem dúvida, o pau-brasil representa
um marco histórico do país,
e no entanto, poucos têm conhecimento
sobre seu ciclo econômico, as implicações
históricas envolvidas e suas características
botânicas.
Pensando
no que o pau-brasil representa à nossa
cultura, e para prestá-lo uma homenagem,
escolheu-se o nome PAU BRASIL para representar
nossa instituição,
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que tem como uma das metas, a divulgação
de aspectos da fauna e flora brasileiras. No texto
abaixo você poderá obter informações
sobre a árvore que originou o nome de nosso
país.
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| 2.
Nossas florestas num passado distante |
| Há
80 milhões de anos predominava em todo
o planeta Terra o clima típico dos trópicos,
e a vegetação no Brasil já
existia na sua forma exuberante. Porém,
esta condição ambiental contínua,
sofreu alterações pela ocorrência
de cataclismas geológicos e períodos
de frio intenso, isto |
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é,
períodos glaciais, causando modificações
na topografia e no clima da biosfera terrestre
A
vegetação que era adaptada a um clima
quente e úmido, devido ao resfriamento intenso
dos pólos, passou a ocupar apenas uma estreita
faixa da Terra, a região tropical situada
entre os trópicos de Câncer e Capricórnio.
Fatores como a presença de luz, calor e umidade
durante todo ano, possibilitaram que o Brasil possuísse
ecossistemas singulares como a Floresta Amazônica,
Mata Atlântica, e outras formações
vegetais que se mantiveram originais até
a chegada dos portugueses, compreendendo uma área
de aproximadamente 5,2 milhões de quilômetros
quadrados, sendo ocupada até então,
apenas pelos índios.
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| 3.
História |
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A
Chegada dos Portugueses e Início do
Ciclo Econômico
Em 1500, na chegada de Cabral, Pero Vaz Caminha
descreveu: "mataria que é tanta,
e tão grande, tão densa e de
tão variada folhagem, que ninguém
pode imaginar." Diante da exuberância
encontrada pelos portugueses, estes descobriram
a existência de uma riqueza para eles
inesgotável: o pau-brasil.
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| De
cor amarela, a flor da Caesalpinia echinata
dura no máximo dois dias e surge pela
primeira vez quando a árvore está
com três ou quatro anos de vida |
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Os
índios brasileiros já utilizavam esta
árvore para a confecção de
arcos, flechas, e para pintura de enfeites, com
um corante vermelho intenso extraído do cerne.
A técnica foi ensinada aos portugueses pelos
próprios índios, que também
foram encarregados de cortar, aparar e arrastar
as árvores até o litoral, onde carregavam
os navios a serem enviados para a Europa.
O
ciclo econômico teve início em 1503
e até 30 anos após a chegada dos portugueses,
era o único recurso explorado pelos colonizadores.
Nesse período calcula-se que foram exploradas
300 toneladas de madeira por ano, sempre aumentando
nos anos posteriores.Com a exploração,
a terra do pau-brasil tornou-se de muita importância,
e em pouco tempo Pindorama (denominação
tupi que significa Terra das Palmeiras), oscilou
entre os nomes oficiais Ilha de Vera Cruz, Terra
de Santa Cruz, Terra do Brasil e logo em seguida
apenas por Brasil.
O
carregamento da madeira era enviado para Portugal
e, de lá, a matéria-prima era enviada
para Antuérpia, na Bélgica, de onde
seguia para os principais consumidores, a Inglaterra,
Alemanha e Florença, na Itália.A exploração
era monopolizada pela coroa, sendo que mesmo após
a implementação das Capitanias, seus
donos não podiam explorar a madeira nem tão
pouco impedir que representantes da coroa o fizessem.O
monopólio da coroa portuguesa sobre o pau-brasil
teve existência curta, pois a França,
Inglaterra, Holanda e Espanha passaram a participar
das atividades extrativistas ajudados pelos índios
(em troca de quinquilharias).
Este
processo de exploração conjunta e
contínua consistiu nesse período,
possivelmente, a retirada mais intensa e devastadora
que se ouviu falar na história do Brasil.
Essa prática não se limitou ao pau-brasil,
sendo que outras essências foram eliminadas
das reservas florestais localizadas mais no interior
da Mata Atlântica.Esse contrabando pode ser
afirmado por Paul Gaffarel: "o algodão
e as especiarias só figuravam nos carregamentos
a título de curiosidade, mas o mesmo não
pode dizer quanto às madeiras preciosas,
principalmente as de tinturarias, que formavam o
carregamento essencial de nossos navios".
As
intensas atividades dos contrabandistas, obrigaram
Portugal a instituir as Capitanias, com o objetivo
de povoar e defender o território.A narrativa
do conto europeu de Jean de Lery , mostra o quanto
a árvore impressionou os viajantes daquela
época: "Devo começar pela descrição
de uma das árvores mais notáveis e
apreciadas entre nós por causa da tinta que
dela se extrai: o pau-brasil, que deu nome a essa
região. Esta árvore, a que os selvagens
chamam de arabutan, engalha como o carvalho de nossas
florestas, e algumas há tão grossas,
que três homens não bastam para abraçar-lhes
o tronco".O término do ciclo econômico,
no século 19, foi determinado pela quase
inexistência da espécie na matas e
pela descoberta de corante artificial correspondente.
Foram
375 anos de exploração, e por muito
tempo extraiu-se a "brasileína"
que dava cor às roupas da nobreza e utilizada
como tinta de escrever, e além do corante,
a madeira do pau-brasil era utilizada nas indústrias
civil e naval. O ciclo econômico do pau-brasil,
se concentrou exclusivamente na Mata Atlântica,
sua área original. De sua atividade restou
uma floresta devastada, até a quase extinção
da espécie com capoeiras de florestas secundárias
e terras que passaram a ser utilizadas na plantação
da cana do açúcar. Desde o início
de sua exploração, restou após
500 anos da chegada dos portugueses, menos de 3%
de Floresta Atlântica. Assim, os colonizadores
criaram um modelo de devastação, que
se fixou profundamente nos sistemas sócio-econômicos
seguintes.
As
Leis de Proteção do Pau-Brasil e das
Florestas
Devido à devastação intensa
das matas do litoral brasileiro à procura
do pau-brasil, no período de 1500 a 1875,
foi elaborada em 1542, a 1ª Carta-Régia
estabelecendo normas para o corte e punição
ao desperdício de madeira. Esta foi a primeira
medida, tomada pela coroa portuguesa para defender
as florestas no Brasil. Esse interesse não
estava diretamente ligado a uma preocupação
pela ameaça de desequilíbrio da natureza,
mas pela demasiada saída dessa riqueza sem
controle da corte. Essas normas, entretanto, jamais
foram cumpridas. Em 1605 surge um Regimento fixando
a exploração em 600 toneladas por
ano. Este regimento tinha o objetivo apenas de limitar
a oferta de madeira na Europa, mantendo assim, preços
elevados.
Durante
o Império, muitas outras proibições
surgiram sem resultado, entre elas a Carta de Lei
de outubro de 1827, onde poderes foram delegados
aos juizes de paz das províncias na fiscalização
das matas e na interdição de corte
das madeiras de construção em geral.
Surge,
então o termo popular madeiras de lei. Outras
leis criminais estabelecendo penas ao corte ilegal
de madeiras surgiram, porém sem êxito.
Mesmo a lei n° 601, em 1850 editada por D. Pedro
II proibindo a exploração florestal
em terras descobertas, com fiscalização
a cargo do município, foi ignorada, pois
justificava-se o desmatamento como necessário
ao progresso da agricultura. A partir de então,
instalou-se vasta monocultura cafeeira para alimentar
o mercado de exportação. A Princesa
Izabel, em 1872, autorizou o funcionamento da primeira
companhia privada especializada em corte de madeira,
para evitar o desmatamento descontrolado.
Porém,
em 1875 liberou totalmente de licença prévia
qualquer corte de madeira nas matas particulares.
Em 1920, o Presidente Epitácio Pessoa, preocupado
com a preservação e restauração
de matas, disse: "dos países cultos
dotados de matas e ricas florestas, o Brasil é
talvez o único que não possui um código
florestal". Em 1921, foi criado o serviço
florestal com regularização em 1925.
Porém de nada adiantou, pois este serviço
não tinha respaldo na constituição
de 1891, que não mencionava nada a respeito
de matas e árvores. Assim o pau-brasil continuou
sendo explorado e as florestas sem amparo das leis.
Em
1934, foi criado um anteprojeto do Código
Florestal de 1931, pelo decreto n° 23.793 que
foi transformado em lei, em defesa das florestas
e matas particulares. Assim, primeiro o resultado
concreto deste projeto, foi a criação
da primeira unidade de conservação
no Brasil, o Parque Nacional de Itatiaia. Mesmo
com a existência de um Código Florestal,
este não garantia a total proteção
das árvores de pau-brasil que ainda restaram
na faixa compreendida entre o Rio de Janeiro ao
Rio Grande do Norte. Foi necessária a sua
quase extinção para que o pau-brasil
fosse reconhecido oficialmente na história
brasileira. Em 1961, o presidente Jânio Quadros
aprovou um projeto declarando o pau-brasil como
árvore símbolo nacional e o ipê
como flor símbolo.
É
realizado um substituto do projeto n.º 1006,
de 1972, por meio da lei n.º 6607 de 7/12178,
declarando o pau-brasil a Árvore Nacional,
e instituindo o dia 03 de maio como o dia do pau-brasil.
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| 4.
Conhecendo um pouco a espécie |
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Nome
científico: Caesalpinia echinata Lamarck
Família: Leguminosae-caesalpinoideae
Em
1789 o naturalista francês Jean Baptiste
Lamarck (1744 a 1829) estudou e descreveu
a espécie cientificamente, isto é,
denominou-a para que todos os cientistas a
conhecessem por um único nome: Caesalpinia
echinata, sendo os termos Caesalpinia em homenagem
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| O
tronco da Caesalpinia echinata é coberto
por espinhos |
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ao
botânico e médico Andreas Caesalpinus
que viveu entre 1519 a1603, e echinata por ser uma
árvore que possui acúleos no tronco
e galhos. Esses acúleos são saliências
duras e pontiagudas e que facilmente são
destacadas do tronco. Os acúleos do pau-brasil
são semelhantes àqueles encontrados
nas roseiras, popularmente conhecidos por "espinhos".
O
pau-brasil possui a casca pardo-acinzentada, ou
pardo-rosada nas partes destacadas, e cerne (miolo)
vermelho, cor de brasa. Atinge até 30 m de
altura (dados da literatura indicam que podem chegar
até 40 metros) e 1,5 m de circunferência.
Sua
floração ocorre no final do mês
de setembro até meados de outubro. Entre
os meses de novembro a janeiro ocorre a maturação
dos frutos O pau-brasil pertence ao mesmo gênero
da sibipiruna (Caesalpinia peltophoroides) e pau-ferro
(Caesalpinia ferrea) árvores comumente plantadas
nas calçadas, e que também são
originárias da Mata Atlântica. A diferença
básica entre essas espécies é
a ausência de acúleos na sibipiruna
e pau-ferro.
Características
gerais: Árvore de 8-12 m de altura. Consta
ter existido no passado exemplares de até
30 m de altura e diâmetro de 50-70 cm. Um
exemplar antigo cultivado no Jardim Botânico
do Rio de Janeiro possui 25 m de altura e 60 cm
de diâmetro. Seus ramos terminais, folhas
e frutos são providos de pequenos espinhos.
Suas folhas são compostas duplamente pinadas
(bipinadas) com 5-6 pares de pinas, cada uma com
6-10 pares de folíolos. Seu tronco é
áspero e descamante através de placas
de forma irregular, deixando mostrar por baixo uma
superfície vermelho-alaranjada que contrasta
com o restante da casca de cor cinza. Este aspecto
originou seu nome indígena "ibirapitanga"
com o significado de "madeira cor de brasa".
Flores muito perfumadas, de cor amarela, que permanecem
na planta por menos de uma semana. Seus frutos são
vagens totalmente recobertas por espinhos que se
formam logo após a floração
e amadurecem deixando cair espontaneamente as sementes
em menos de 50 dias.
Origem:
Desde o Ceará até o Rio de Janeiro
na floresta pluvial atlântica. Atualmente
sua presença pode ser notada apenas nos estados
da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
Utilidades:
Sua madeira é muito dura, pesada, compacta,
de grande resistência mecânica e praticamente
incorruptível. Nos tempos coloniais era muito
utilizada na construção civil e naval
e para trabalhos de torno, pela coloração
vermelho-laranja-vivo. Era também exportada
em grande quantidade para extração
de um princípio colorante denominado "brasileína"
muito usado para tingir tecidos e fabricar tintas
de escrever, representando a primeira grande atividade
econômica do país. Sua exploração
intensa gerou muitas riquezas para o reino e caracterizou
um período econômico de nossa história,
que estimulou a adoção do nome "Brasil"
ao nosso país. Sua madeira, já muito
escassa, é empregada atualmente apenas para
a confecção de arcos de violino, sendo
exportada para vários países exclusivamente
para este fim. Á árvore, de qualidades
ornamentais notáveis e de grande importância
histórica para o país (símbolo
nacional), é amplamente cultivada em todo
o país com fins paisagísticos.
Informações
ecológicas: Planta semidecídua,
heliófita ou esciófita, característica
da floresta pluvial atlântica. Ocorre preferencialmente
em terrenos mais secos (mata-de-cipó), inexistindo
na cordilheira marítima. É planta
típica da floresta primária densa,
sendo rara nas formações secundárias.
Sua tolerância ao sol (heliófita),
contudo, é derivado da observação
de sua perfeita adaptação ao cultivo
em áreas abertas e não de seu comportamento
no habitat natural.
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| 5.
Ocorrência Natural |
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A
árvore pau-brasil também é
conhecida popularmente por ibirapitanga, orabutã,
brasileto, ibirapiranga, ibirapita, ibirapitã,
muirapiranga, pau-rosado e pau-de-pernambuco.
Originária da floresta pluvial Atlântica,
tem ocorrência natural desde o Estado
do Rio Grande do Norte até o Rio de
Janeiro, numa larga faixa de 3.000 km. Quando
a árvore ficou escassa na região
mais próxima do litoral, os índios
percorriam distâncias de até
20 léguas, equivalendo a 120 km. É
uma árvore que vive tipicamente em
floresta primária densa.
Raramente
é encontrada em formações
secundárias e atualmente, através
de levantamentos científicos, poucos
exemplares de pau-brasil nascidos em natureza,
ocorrem nos estados do Rio de Janeiro, Espírito
Santo, Bahia, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande
do Norte.
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| Cortes
transversais de árvores de Pau-Brasil,
uma com 12 anos (acìma) e outra com 27
anos (abaixo)
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| 6.
O Pau-Brasil e os violinos |
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Em
1775, em Paris, François Tourte projetou
o primeiro arco de violino com a madeira do pau-brasil,
conhecida como "Fernambouc", uma corruptela
de Pernambuco, pois foi principalmente na Capitania
de Pernambuco que se iniciou a exploração
dessa madeira. O projeto foi considerado como padrão,
no que diz respeito à extensão e curvatura.
O pau-brasil era considerado a madeira ideal para
essa finalidade, pois apresentava peso e espessura
ideais, mas também porque era uma madeira
abundante na Europa, naquela época.
O
desperdício da madeira era enorme, pois para
a produção de um arco de violino,
era exigida a parte mais flexível, sem nó,
e cortada no sentido de maior comprimento das fibras,
reduzindo o aproveitamento no trabalho artesanal
a 15% da tora. O pau-brasil atualmente continua
sendo utilizado na fabricação de arcos
de violino. A produção racional da
árvore não é estimulada, pois
para esse fim são necessárias árvores
com pelo menos 30 anos de vida.
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| 7.
A extinção do Pau-Brasil |
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O
pau-brasil era considerado extinto, quando em 1928
o estudante de agronomia João Vasconcelos
Sobrinho e o professor de botânica Bento Pickel,
verificaram a presença de uma árvore
de pau-brasil, num local chamado Engenho São
Bento, hoje sede da Estação Ecológica
da Tapacurá da Universidade Federal Rural
de Pernambuco (UFRP).
Atualmente,
a espécie está tão ameaçada
quanto outras de ocorrência na Mata Atlântica,
que mesmo sendo um dos ecossistemas de maior diversidade
é um dos mais ameaçados do planeta.
Devido ao esforço de pessoas como o Prof.
Roldão Siqueira Fontes e apoiados pela direção
da UFRPE (sede da Estação Ecológica
do Tapacurá), lançaram em 1972 uma
Campanha Nacional em defesa do pau-brasil, recuperando
a memória histórica e desencadeando
a produção de mudas em todo o país.
Atualmente,
muitas pessoas procuram o Instituto Pau Brasil para
obtenção de mudas e sementes, pois
pretendem plantá-las em suas propriedades
ou iniciar campanhas de plantio. Como o Instituto
Pau Brasil não as possui, são disponibilizados
alguns links e endereços para a sua obtenção.
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8.
Produção de mudas
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Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a abertura espontânea, geralmente
nos meses de novembro-dezembro. Como este fenômeno
é muito rápido (2-3 dias), pode-se
recolher as sementes sob a planta-mãe logo
após a queda.
Se
houver a ocorrência de chuvas as sementes
germinam em poucos dias. Um kg de sementes contém
aproximadamente 3.600 unidades.
Devem ser semeadas imediatamente após a coleta,
diretamente em embalagens individuais ou em canteiros
semi-sombreados contendo substrato argilo-arenoso.
A
emergência ocorre em 7-15 dias e a taxa de
germinação geralmente é alta.
As
mudas estarão prontas para o plantio no local
definitivo em 3-5 meses, contudo o desenvolvimento
das plantas no campo é um tanto lento, não
ultrapassando 2,5 m de altura aos 2 anos.
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| 8.
Bibliografia utilizada |
|
COSTA,
J.P. (1984). Pau Brasil: um pouco da sua história.
In: Pau Brasil n.º 1, Ano I, 9- 12p. LORENZI,
H. 1992.
Árvores
brasileiras - manual de identificação
e cultivo de plantas arbóreas nativas do
Brasil. Nova Odessa, Editora Plantarum. 352 p.
NAIS,
I. S. 1999. Nossa árvore genealógica.
Revista Kalunga, no. 105. São Paulo. P. 9-11.
SECRETARIA
MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE DE RIBEIRÃO PRETO.
1999. Pau-brasil (Caesalpinea echinata, Lam) - Árvore
Nacional. Folheto. 11p.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
AGUIAR, F.F.A. e AOKI, H. 1982. Regiões de
ocorrência natural do pau-brasil (Caesalpinia
echinata, Lam) In: Congresso Florestal Brasileiro,
4, Belo Horizonte. Anais da Sociedade Brasileira
de Silvicultura. 1983, p.1-5.
AGUIAR,
F.F.A. e PINTO, R. A. 1986. Pau Brasil (Caesalpinia
echinata, Lam), São Paulo, Instituto de Botânica,
14 p. ilustradas (Folheto 18).
AOKI,
H. e GRAEL, A.S. 1982. Medidas legais para a criação
de uma reserva de pau-brasil (Caesalpinia echinata,
Lam) no Município de Araruama - R.J. In:
Congresso Nacional sobre: Essências Nativas,
vol. 16A parte 3 - São Pauto. Anais. Revista
do Instituto Florestal, p. 1519 - 1524.
GOMES,
I. P. 1989. Roldão, teu nome é Brasil
- Mimiografado FUN-BRASIL - 3p. REPORTAGEM-CIÊNCIA
1989. Uma vida de luta pelo pau-brasil. In: Jornal
do Comércio - Recife - PE - outubro. RIZZINI,
C.T. 1971.
Árvores
e madeiras úteis do Brasil. Manual de Dendrologia
Brasileira. Editora Edgar Blucher/Editora da universidade
de São Paulo (EDUSP), 294 p.
SOARES,
C.M.C. 1985. Pau-brasil: a árvore nacional.
2ª edição - Recife, Universidade
Federal Rural de Pernambuco/Estação
Ecológica do Tapacurá. 39 p.
Links e endereços
Para obter mudas, sementes ou outras informações
sobre o pau-brasil, consulte estes endereços:
Para obtenção de sementes: www.clubedasemente.org.br
sementes@clubedasemente.org.br
Para obtenção de mudas: Sítio
Pau-Brasil
Diana ou Kenji
(0XX21) 2641-8448
paubrasil@terenet.com.br
Outras informações:
www.plantarum.com.br
plantarum@plantarum.com.br
Para maiores informações sobre esta
e outras 704 espécies de árvores nativas
consulte os livros: "Árvores Brasileiras
- vol. 01 e 02"
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Texto:
Ana Lúcia Ramos Auricchio
Fotos: Henry Lorenzi e Juares Silva
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Fonte:www.ipci-comurnat.org/por02.htm
www.institutopaubrasil.org.br/paubrasil.cfm
www.plantarum.com.br/pau-brasill.html
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